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O Cirneco do Etna é uma das
mais antigas raças européias, tendo provas de origem datadas de muitos milhares
de anos atrás, ainda na era pré-histórica.
O Cirneco habita a Sicília (Itália) desde as mais remotas épocas. Os habitantes
nativos consideravam-nos sagrados e os mantinham como cães de guarda em seus templos
e mais tarde os usaram na caçada de coelhos.
Através de estudos das raças mediterrâneas pode-se dizer que o Cirneco teria sua
origem em antigos cães de caça criados no período faraônico no vale do Nilo e
levados para a Sicília pelos fenícios.
Outra suposição com base em recentes pesquisas é de que o Cirneco seja um cão
nativo da Sicília, mais precisamente da região do vulcão Etna, já que documentos
numismáticos (ciência que se estuda a História da moeda) mostram que a raça existia
nessa região muitos séculos antes de Cristo.
Foram várias as informações obtidas através de moedas. Em uma coleção datada do
século VI A.C. existem várias com o Cirneco estampado. Essas moedas fazem parte
de coleções em alguns museus na Itália. A raça também é retratada em moedas de
várias cidades do Império Grego, datadas do século VI ao III A.C..
O Cirneco é um cão de caça, adaptado a terrenos difíceis, especialmente indicado
para a caça ao coelho selvagem. Ele é dotado de grande temperamento, sendo doce
e afetuoso.
A pelagem é curta na cabeça, orelhas e membros, sendo que no tronco e cauda é um
pouco mais longa (cerca de 3 cm), bem lisa e assentada.
A cor é:
- fulvo unicolor mais ou menos intenso ou diluído como isabela, areia, etc.
- fulvo e branco nas suas gradações (lista branca na cabeça e no peito, patas,
ponta da cauda e ventre brancos). A cor branco unicolor com manchas laranja é
tolerado.
Na aparência geral, o Cirneco do Etna é um cão do tipo primitivo, de porte médio, delgado,
mas forte e resistente, de formas elegantes e deslanchadas. É um cão leve, com
estrutura quadrada. A cabeça é oval, focinho longo e as orelhas eretas.
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