A primeira cadeira de rodas para cães, que se tem notícias no Brasil, surgiu da necessidade dos irmãos gêmeos e artistas plásticos Richard e Willian Lauro Frank, em resgatar ao vira latas
Junior a sua independência e alegria de viver.
Ainda filhote ele perdeu os movimentos das patas traseiras, depois de ter sido atacado nas costas por um cão bem maior. Após 5 meses de acupuntura e inúmeras tentativas de tratamentos veterinários, a opção mais indicada para solucionar este problema era o sacrifício, pois ele estava condenado a nunca mais poder andar. Junior foi o primeiro cão deficiente do Rio de Janeiro, que surpreendeu a todos voltando a andar sozinho, relembrando a época em que era um animal de rua,
ao se adaptar com o "dog car".

foto ilustrativa

O primeiro modelo, contam os inventores, foi feito a 4 anos, era pesado confeccionado com eucatex e espuma, e impossível de permitir uma qualidade de vida.

Depois de testes com outros quatro protótipos diferentes chegaram ao modelo atual, oferecendo maior comodidade e agilidade nos movimentos para alegria de Sônia Moretz-Sohn, sua dedicada dona. Esta iniciativa pioneira já permitiu que cem animais voltassem a andar. Embora feita para atender cães vítimas de atropelamentos, cinomose e outros tipos de paralisia, a cadeira de rodas serve também para gatos. Os irmãos Frank continuam desenvolvendo novos projetos, como próteses para animais com uma perna deficiente. Há sempre várias maneiras de fazer um cão feliz, dependendo da criatividade de quem o adota. Ele ira retribuir com a eterna gratidão.

Vininha F.Carvalho-vice presidente da Liga de Prevenção a Crueldade Contra o Animal e editora da Revista Ecotour.